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Artigo publicado

Por que pedi demissão depois de 10 anos de carreira?

Desenvolvimento Pessoal

Ele pediu demissão de um cargo de liderança em uma fintech dos Estados Unidos para apostar no próprio canal e em projetos próprios. A decisão veio depois de 10 anos de carreira, jornadas de 60 horas semanais e um período nômade que provou que trabalho e viagem não convivem bem. Neste artigo, você vê os números e o plano financeiro por trás da saída.

Ele pediu demissão depois de 10 anos de carreira porque o trabalho de 60 horas semanais não sobrava espaço para o YouTube nem para a vida pessoal. A decisão veio por tempo, não por dinheiro.

Por que ele pediu demissão depois de 10 anos de carreira

Ele deixou um cargo de liderança em uma fintech dos Estados Unidos para se dedicar ao YouTube e a projetos próprios. A razão central não foi salário nem briga com a empresa, foi tempo: a jornada de 60 horas semanais não deixava espaço para descanso, para o período nômade recém-iniciado nem para o projeto paralelo que já crescia.

O criador Augusto Galego, que produz conteúdo sobre algoritmos e engenharia de software, explica no vídeo publicado em 30 de setembro de 2026 que a decisão era esperada. Ele mesmo descreveu a jornada como temporária desde o começo: a ideia era juntar dinheiro enquanto aguentava o tranco e escolher um caminho em algum momento. Esse momento chegou.

Os motivos da saída se resumem a três:

  1. Carga insustentável de 60 horas semanais, sem tempo para descanso ou vida nômade.
  2. O projeto paralelo no YouTube já mostrava crescimento e pedia dedicação real.
  3. A carreira formal de 10 anos — sem nunca ficar mais de um mês sem emprego — já havia cumprido seu papel de acumular recursos.

Para quem ocupa um cargo de gestão em uma startup e mantém um canal em paralelo, alguma coisa quebra mais cedo ou mais tarde. Ele preferiu que a coisa a quebrar fosse o vínculo formal, não o projeto que ele gosta.

Quanto ele trabalhava: os números da sobrecarga

As contas do vídeo deixam claro por que a rotina não se sustentava. Somadas, a liderança na empresa e a produção do canal passavam de 60 horas por semana, com picos ainda maiores quando o trabalho apertava. Segundo o próprio criador, eram cerca de 40 horas no emprego, um pouco mais, e umas 20 horas no YouTube.

O detalhe que fecha o quadro vem da história de férias. Os dois primeiros anos de contrato foram como PJ, período em que ele tinha apenas alguns dias entre Natal e Réveillon. No primeiro ano como CLT, ele trocou de emprego antes de conseguir tirar férias e voltou a ser PJ. No ano seguinte, na Europa, a mesma sequência se repetiu: troca de emprego, férias perdidas, retorno ao PJ. Uma década nessa pegada, sem um intervalo longo de descanso.

Se você trabalha em um emprego e mantém um projeto paralelo, vale fazer a mesma conta. Some as horas reais, não as contratadas, e pergunte quanto sobra de energia para o que deu origem ao projeto paralelo. No caso do vídeo, a resposta foi uma decisão: pedir demissão e reduzir a carga para as 20 horas semanais do canal durante um ou dois meses.

O plano financeiro por trás da demissão

A saída não aconteceu no escuro. O criador relata que trabalhou quatro anos para empresas do exterior e construiu uma reserva com folga. As viagens do período nômade já estão pagas até o fim do ano, e boa parte das passagens e hospedagens é reembolsável, o que cria uma camada extra de flexibilidade caso ele precise mudar de plano.

A renda do canal, que inclui vídeos, publicidades e cursos, já existe e ele acredita que se sustenta com uma redução do padrão de vida a partir de dezembro. O plano de contenção é explícito: se as coisas não engrenarem até o início de 2027, por volta de fevereiro, ele baixa drasticamente o custo de vida e continua tentando por mais tempo, ou volta ao mercado de trabalho sem drama.

Esse tipo de rede de segurança é o que separa uma aposta calculada de um impulso. Ele se descreve como paranoico com dinheiro e mantém mais de uma fonte de renda em vista o tempo todo. Para quem está pensando em fazer o mesmo, o roteiro do vídeo funciona como um checklist mínimo: reserva construída, renda parcial garantida, prazo de avaliação definido e um plano B aceito de antemão.

Os três projetos depois da saída da CLT

O primeiro projeto é uma parceria com uma empresa internacional, ainda sob contrato de confidencialidade. O criador diz que vai manter o controle de pelo menos metade de cada empreendimento, com sócios e parceiros comerciais, mas sem investidor e sem dono.

Projeto 1: parceria internacional

A negociação está em andamento e envolve o desenvolvimento de um projeto em conjunto. Não há detalhes públicos ainda, e ele mesmo evita prometer prazos enquanto o contrato não fecha.

Projeto 2: lançar um aplicativo

O segundo é lançar um aplicativo, talvez acompanhado de um SaaS, e documentar toda a jornada no canal, incluindo as falhas. Ele cita a estatística de que a maioria das startups fracassa e assume o risco com humor: se der errado, o conteúdo fica; se der certo, também.

Projeto 3: o plano C

O terceiro projeto é algo que ele quer fazer há bastante tempo e deve aparecer no canal entre novembro e janeiro, com possibilidade de atraso se os dois primeiros consumirem todo o tempo. Nenhum dos três substitui o YouTube: o canal mantém a frequência atual de vídeos, com meta de ganhar qualidade agora que há mais tempo disponível.

O que mudou desde a última vez que ele empreendeu

Essa não é a primeira tentativa. Quando ele saiu de uma startup na Alemanha, o negócio queimava caixa, precisou pivotar rápido e acabou incorporado por outra empresa, em um processo de acqui-hiring. Ele passou então a trabalhar nessa nova empresa, uma fintech americana, com salário estável e um cargo bom — exatamente o emprego de onde pediu demissão agora.

A diferença declarada desta vez é maturidade e estrutura. Ele não vai tentar sozinho, mas também não vai aceitar sócio controlador: cada parceria mantém metade do controle com ele. E ele faz uma promessa pública que ecoa com quem acompanha canais como o do Gustavo Dev Doido e os cursos de formação em desenvolvimento, como o Crazystack Typescript e o Bootcamp do Dev Doido: aprender a delegar, formar sociedade e contratar gente, em vez de carregar tudo sozinho como na primeira rodada.

Existe também uma saída aberta para o futuro. Se surgir uma oportunidade em uma startup em que ele acredite de verdade, com participação relevante e identificação com o projeto, ele não descarta voltar ao mundo corporativo. A aposta atual, porém, é clara: primeiro apostar em si mesmo.

Lições para quem quer pedir demissão para empreender

Se você está considerando a mesma movimentação, o vídeo deixa três lições aplicáveis antes mesmo de assinar a carta de demissão.

  1. Construa a reserva antes de sair, não depois. Quatro anos de trabalho internacional deram a ele a margem para sustentar um ou dois anos de tentativa com custo de vida reduzido.

2. Garanta uma renda parcial que já exista. No caso, o canal e os cursos já pagam as contas com um padrão de vida menor. Empreender sem nenhuma renda transforma a decisão em corrida contra o relógio.

3. Defina o ponto de avaliação. Fevereiro é a data-limite declarada: ou os projetos se sustentam, ou ele corta custos de vez ou volta ao mercado. Sem esse prazo, a tentativa vira indefinição.

Uma última lição é sobre honestidade com o próprio tempo. Ele reconhece que viajar o mundo trabalhando 60 horas por semana não faz sentido, e que o descanso de um ou dois meses é parte do plano, não preguiça. Se a sua rotina atual não deixa espaço para o que motivou a mudança, talvez o problema seja a carga, não a disciplina.

Perguntas frequentes

  • Por que ele pediu demissão? Ele pediu demissão porque a soma de um cargo de liderança em uma fintech americana com 20 horas semanais de YouTube chegava a mais de 60 horas por semana. A carga era insustentável e impedia tanto o descanso quanto o crescimento do canal.
  • Ele saiu com dinheiro guardado? Sim. Ele relata quatro anos trabalhando para empresas do exterior e uma reserva que permite sobreviver bastante tempo com custo de vida reduzido. As viagens até o fim do ano já estão pagas, e a renda do canal cobre as despesas com um padrão mais baixo a partir de dezembro.
  • Quais são os próximos projetos? São três: uma parceria com uma empresa internacional ainda em negociação, o lançamento de um aplicativo documentado no canal e um terceiro projeto previsto para o fim de 2026 ou o início de 2027. Nenhum deles envolve investidor ou sócio controlador.
  • O que acontece se os projetos não derem certo? Ele definiu fevereiro como ponto de avaliação. Se nada engrenar, ele reduz drasticamente o custo de vida e continua tentando, ou volta ao mercado de trabalho, acumula mais experiência e tenta de novo mais tarde.
  • O canal vai mudar? Não. Ele promete manter a frequência atual de vídeos e aumentar a qualidade, já que terá mais tempo. A jornada empreendedora será documentada nos próprios vídeos.

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