Dynamic workflows no Claude Code são scripts gerados pela ferramenta que orquestram subagentes paralelos por fases para atingir um objetivo, como migrar ou auditar um projeto. Você ativa com ultracode, monitora com /workflows e paga em tokens cada agente lançado.
O que são dynamic workflows no Claude Code?
Dynamic workflows no Claude Code são scripts de orquestração gerados pela ferramenta para atingir um objetivo declarado, dividindo o trabalho em fases com múltiplos subagentes paralelos em cada uma. O Claude Code, ferramenta de codificação agêntica da Anthropic que roda no terminal, assume o papel de orquestrador.
Na prática, você escreve um objetivo como 'migrar projeto legado' e a ferramenta monta um script em JavaScript cheio de prompts. Esse script define fases típicas: revisar o código existente e montar um plano, executar o plano e verificar se tudo está certo. Em cada fase, o Claude Code decide quais subagentes lançar e para qual propósito.
Um detalhe muda o jogo: tudo roda em background, fora da sua janela de contexto principal. Enquanto dezenas de agentes analisam componentes, rotas, autenticação e estado de uma aplicação React, por exemplo, você continua trabalhando na conversa principal. O script fica salvo por padrão na home do usuário, e você pode pedir para salvá-lo no projeto para reexecutar o mesmo workflow depois.
Como iniciar um workflow com o comando ultracode
A forma mais simples de começar é escrever ultracode: seguido do seu objetivo na entrada do Claude Code. A ferramenta responde confirmando o dynamic workflow solicitado e analisa o projeto primeiro para entender o contexto antes de montar as etapas.
Você não precisa aceitar a estrutura padrão. É possível determinar no prompt quantas fases o workflow deve ter, o máximo de subagentes por fase e até qual modelo cada fase usa. O fluxo básico fica assim:
- Escreva
ultracode:e descreva o objetivo, como verificar todos os arquivos de uma migração buscando erros, bugs e problemas de segurança. - Opcionalmente, limite recursos: 'limite cada fase a no máximo 10 subagentes' e 'use o modelo Haiku nas fases de execução'.
- Execute e aguarde a análise inicial do projeto.
- Acompanhe o progresso com
/workflows. - Para reexecutar depois, peça ao Claude Code para rodar o script salvo.
Sem essas instruções, o Claude Code decide sozinho quantas fases criar e quantos agentes lançar. O apresentador do vídeo relata ter visto 6 agentes numa fase de revisão e 40 na fase de verificação, cada um consumindo tokens do modelo principal em uso na sessão.
Como monitorar com /workflows e o que acontece nos bastidores
O comando /workflows lista os workflows em execução da sua sessão e mostra em qual fase cada um está. Uma limitação prática: o acompanhamento é por sessão. Se você abrir outra conversa, o workflow continua rodando, mas não aparece na nova janela.
Nos bastidores, o script gerado é um arquivo JavaScript que chama agentes e define fases nomeadas, como uma fase de busca de documentação, uma de revisão e uma de verificação. Cada fase executa comandos com prompts específicos. Você raramente vai editar esse arquivo, mas saber que ele existe permite reproduzir o mesmo workflow exato depois, apenas pedindo para executá-lo novamente.
Vale uma nota de precisão: cada subagente consome tokens do modelo atribuído a ele. Se a sessão usa o Opus, todos os agentes herdam esse modelo por padrão, e o gasto multiplica rápido. Essa é a principal surpresa de custo relatada por quem usa o recurso pela primeira vez.
Quanto custa: controlando tokens e modelos por fase
O custo é o principal risco dos dynamic workflows. Como os agentes rodam em paralelo e cada um gasta tokens, um workflow sem limites pode consumir o plano de uma vez só. Duas recomendações práticas saem da experiência do vídeo:
- Defina um teto de subagentes por fase, como 10 ou 15, no próprio prompt do workflow.
- Especifique modelos mais baratos para fases que não exigem raciocínio pesado, como execução mecânica de mudanças.
Você também pode atribuir modelos por fase de forma granular: Opus nas fases de pesquisa e análise, Sonnet nas fases de execução, Haiku onde o trabalho for simples. Se você define as fases manualmente no prompt, tem controle total dessa distribuição.
Segundo a experiência relatada no vídeo, quem não tem pelo menos um plano pago robusto no Claude Code provavelmente não deveria usar workflows: o consumo de tokens é intenso por desenho, não por acidente.
Subagents, agent teams ou workflows: quando usar cada um
A própria Anthropic documenta os três mecanismos de orquestração e orienta sobre quando usar cada um. A escolha depende do tamanho da codebase, da necessidade de paralelismo e da tolerância a custo.
| Mecanismo | Melhor para | Custo relativo |
|---|---|---|
| Subagents | Uma tarefa focada delegada a um agente especializado | Baixo |
| Agent teams | Colaboração entre agentes com coordenação mais rica | Médio |
| Dynamic workflows | Tarefas amplas em codebases grandes, com fases e paralelismo massivo | Alto |
Nos exemplos que a Anthropic deu ao introduzir a funcionalidade, os workflows aparecem em três cenários: procurar bugs na codebase inteira, migrações grandes e modernização de código abrangente, e trabalho crítico que precisa ser checado duas vezes. O padrão é claro: amplitude e redundância, não velocidade de digitação.
O contraponto importa. Se o projeto tem menos de 100 mil linhas, um único subagente provavelmente resolve a análise sem Ceremony nenhuma. Workflows fazem sentido em projetos empresariais com milhões de linhas, onde dividir a auditoria entre dezenas de agentes especializados economiza tempo real.
Quando o workflow vira desperdício de tokens
Usar um dynamic workflow em projeto pequeno é overkill. A orquestração tem custo próprio: o Claude Code precisa analisar o contexto, criar fases, coordenar resultados e consolidar saídas de dezenas de agentes. Em uma base de código modesta, esse overhead supera o benefício do paralelismo.
Uma alternativa menos custosa é separar os workflows por propósito. Em vez de um único workflow que revisa, documenta, planeja, executa e verifica, você roda um workflow só para gerar o plano da migração em arquivos markdown e outro depois só para executar. Cada rodada fica mais barata e você inspeciona o plano antes de gastar tokens com a execução.
Outra situação de desperdício é paralelizar demais a implementação. Diferente da verificação, implementar mudanças em paralelo exige que o que é paralelizável esteja bem documentado, idealmente num processo orientado a especificações. Sem isso, a combinação mais eficiente costuma ser poucos agentes implementando e muitos verificando, mais uma fase final de correção.
Perguntas frequentes
- Como ativo um dynamic workflow no Claude Code? Escreva
ultracode:seguido do objetivo na entrada do Claude Code. A ferramenta analisa o projeto, monta as fases e começa a executar em background. Use/workflowspara acompanhar o progresso na mesma sessão. - Posso limitar quantos subagentes o workflow usa? Sim. Declare no prompt algo como 'limite cada fase a no máximo 10 subagentes'. Você também pode definir o número de fases e qual modelo cada fase deve usar, como Haiku na execução e Opus na análise.
- O workflow trava minha janela de contexto principal? Não. A execução roda em background, fora da janela principal, e você pode continuar trabalhando na conversa enquanto isso. O monitoramento com
/workflowsfica restrito à sessão que criou o workflow. - Vale a pena usar workflows em projetos pequenos? Em geral, não. Para bases com menos de 100 mil linhas, um subagente único costuma bastar. Workflows compensam em auditorias amplas, migrações grandes e codebases empresariais com milhões de linhas.
- O script do workflow é editável? O Claude Code gera um arquivo JavaScript com as fases e prompts, salvo por padrão na home do usuário. Você raramente precisa mexer nele, mas pode pedir para salvá-lo no projeto e reexecutar o mesmo workflow depois.
Do vídeo ao artigo escrito
Orquestrar dezenas de subagentes em fases é, no fundo, uma lição sobre transformar conhecimento disperso em processo estruturado. O mesmo vale para o seu conteúdo: muitas explicações valiosas ficam presas em vídeos longos, difíceis de consultar e indexar.
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