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Artigo publicado

Como investir em pessoas e multiplicar sua startup

Produtos e Negócios

Investir em pessoas rende mais que qualquer bem material, segundo o fundador do Abacate Pay, Daniel Lima. Neste artigo, você entende a tese dele: contratar gente que pensa, dar ferramentas e tempo, e colher times capazes de valer por dez na era da IA.

Investir em pessoas vale a pena no early stage?

Sim, e para Daniel Lima, fundador do gateway de pagamentos Abacate Pay, foi o melhor investimento da vida dele, acima de carro, casa ou qualquer bem material. A tese aparece em um vídeo publicado em abril de 2026 no canal dele, onde ele conta como dois jovens de Jacareí, no interior de São Paulo, viraram peças centrais da empresa.

O ponto central: investir em pessoas não é contratar um dev pronto nem um editor experiente. É apostar em alguém que pensa, que executa o conselho recebido e que cresce junto com a empresa. Com IA amplificando cada indivíduo, uma pessoa pensante pode, nas palavras dele, valer por 10, 20 ou até 100 pessoas.

Por que contratar mais gente não deixa a empresa mais produtiva?

Porque headcount sem critério só aumenta custo e coordenação. Daniel Lima admite que, no começo, sonhava com uma empresa de mais de 100 pessoas. Com maturidade, mudou de ideia: contratar muito não garante prosperidade nem produtividade.

A alternativa dele é seletividade radical. Em vez de dez contratações simultâneas, ele prefere identificar poucas pessoas com garra e capacidade de raciocínio, e aplicar nelas tempo, dinheiro e paciência. É o oposto do crescimento por volume de currículos.

O caso Marquinhos: de conselho no Discord a peça-chave

O Marquinhos é da mesma cidade que Daniel Lima e pedia conselho sobre programação e desenvolvimento no Discord, plataforma de chat para comunidades. De cerca de 30 pessoas que pedem orientação, ele foi uma das poucas que realmente executou: se disseram para estudar, ele estudou; se disseram para pôr a mão na massa, ele pôs.

Quando o Abacate Pay precisou de alguém para desenvolver e cuidar da empresa como um todo, ele entrou sem saber programar. Não conhecia HTML, CSS ou lógica de programação, apenas tinha vivência com dados e sabia um pouco sobre como a internet funciona. Hoje é um dos principais da equipe, e Daniel Lima diz a ele, abertamente, que uma demissão seria um golpe duro para todos.

O caso Du: do balcão do dentista aos 130 mil views

O Du trabalhava como recepcionista em uma clínica odontológica e também era da cidade. Antes de contratá-lo, Daniel fez uma pergunta simples: o que você gosta de fazer? Sabia que ele era inteligente e que, em qualquer área que despertasse interesse, ia performar bem.

Ele começou aprendendo a abrir o CapCut, editor de vídeo gratuito da ByteDance. Hoje sabe mais sobre edição do que quem ensinou. Semana passada, segundo o relato do fundador no vídeo, ele criou um canal dark de forma independente e dois vídeos performaram: um atingiu entre 30 mil e 60 mil visualizações no YouTube Shorts, formato de vídeos curtos do Google, e outro passou de 130.000. Esse resultado vem do relato de primeira mão de Daniel Lima no vídeo de abril de 2026, não de uma auditoria independente.

Os dois casos lado a lado

AspectoMarquinhosDu
Ponto de partidaSem noção de programaçãoRecepcionista, sem edição
Pergunta-chaveExecutou os conselhos recebidos"O que você gosta de fazer?"
Resultado hojeUm dos principais da equipeSupera o mentor em edição

Como polir talento: três requisitos inegociáveis

Polir pessoas exige três recursos, e Daniel Lima é direto sobre isso. Sem eles, a aposta vira frustração para os dois lados.

  1. Tempo. Maturidade não aparece em uma sprint. O Marquinhos e o Du evoluíram ao longo de meses de trabalho real.
  2. Dinheiro. Formar alguém custa mais do que contratar pronto, pelo menos no curto prazo.
  3. Paciência. Não dá para pegar dez pessoas e tentar desenvolver todas ao mesmo tempo; o esforço se dilui e não vira resultado.

O critério de seleção, segundo ele, é simples: contrate pensando, não pela stack. "Te contratei porque você pensa, não porque você é desenvolvedor. Se precisar desenvolver, você desenvolve."

Quais são os riscos de investir em pessoas assim?

O risco real é perder a pessoa. Do dia para a noite, alguém pode virar a cara e seguir outro caminho, como o Du sendo contratado por um MrBeast do futuro ou o próprio canal dark dele decolando. Daniel assume que já sentiu um pouco disso.

A resposta dele é dupla. Primeiro, transparência: deixa claro para cada um o quanto é importante, sem jogo de duas caras. Segundo, aceitação: se um dia eles seguirem outros caminhos, terão cumprido seu papel. Enquanto isso, a amizade construída e o sucesso da empresa são o que mantém esses talentos por perto.

Pessoas pensantes fazem diferença na era da IA?

Fazem, e cada vez mais. O argumento de Daniel é que IA não elimina a necessidade de gente boa, ela amplifica o alcance de quem sabe usá-la. Uma pessoa pensante com as ferramentas certas pode fazer o trabalho que antes exigiria um time inteiro.

A prova prática está no Du: ninguém o ensinou a estruturar um canal dark, ele estudou por conta própria e conseguiu resultados em uma semana. Também é a lógica do próprio Daniel com conteúdo: ele comenta que um dia pretende jogar os vídeos dele em uma IA e deixar que ela replique seu pensamento, inclusive com os projetos educacionais que mantém, como o Crazystack Typescript e o Bootcamp do Dev Doido, ligados ao Crazystack, plataforma de formação para desenvolvedores que ele lidera e onde é conhecido pelo canal Gustavo Dev Doido.

FAQ sobre investir em pessoas no early stage

  • Investir em pessoas funciona para qualquer empresa? A tese foi testada no early stage de uma startup de pagamentos. Em empresas maiores, o mesmo princípio exige estruturas de desenvolvimento e plano de carreira que nem toda operação tem.
  • Por que não contratar só gente experiente? Daniel Lima argumenta que experiência não garante capacidade de pensar. Uma pessoa sênior resolve o problema de hoje; uma pessoa pensante aprende a resolver os problemas de amanhã, inclusive com IA.
  • Como identificar uma pessoa pensante antes de contratar? No vídeo, o sinal foi comportamental: quem recebe conselho e executa. O Marquinhos se destacou porque foi o único, entre dezenas, que realmente aplicou o que ouviu.
  • O que fazer se a pessoa formada pedir demissão? Aceitar como parte do processo. Daniel deixa claro para a equipe que uma saída doeria, mas que ele prefere ter tido a pessoa por um período a nunca ter apostado.
  • IA reduz a necessidade de investir em pessoas? Pelo contrário, segundo a tese do vídeo. Com IA, cada pessoa pensante rende proporcionalmente mais, então a qualidade da contratação pesa mais que a quantidade.

Do vídeo ao texto: transforme suas próprias ideias em artigo

A tese deste artigo nasceu como um vídeo de 11 minutos, gravado sem cortes, de um founder que registrou um aprendizado de gestão em tempo real. Esse tipo de conhecimento costuma ficar preso no áudio e nas legendas, longe de quem pesquisaria por ele em texto.

Se você também tem insights, aulas ou opiniões gravadas em vídeos, o Skala Blog transforma esse material em artigo: você cola a URL do YouTube, o vídeo é transcrito e vira um texto estruturado, pronto para revisar e publicar.

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